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Quem toma remédio de uso contínuo fica de olho nos descontos, principalmente os do programa Farmácia Popular. Remédios para tratar várias doenças, como osteoporose, Mal de Parkinson, rinite e até fraldas geriátricas podem sair bem mais baratos. Os descontos chegam a 90%. Mas os cortes no orçamento do Ministério da Saúde devem comprometer o programa no ano que vem. O projeto que está no Congresso não tem nenhum recurso previsto para manter os descontos nas farmácias.
O Ministério da Saúde confirma a informação. Em nota, diz que a proposta de orçamento para o ano que vem prevê um corte de R$ 578 milhões no programa, o que vai ter impacto direto na oferta de remédios com desconto, que deixará de existir. E que isso deve sobrecarregar as redes municipais e estaduais de saúde. Mas o Ministério afirma que está trabalhando para tentar reverter essa situação e encontrar novas fontes para financiar o programa.
O governo também explica que uma parte importante do Farmácia Popular não foi atingida pelos cortes. E está mantida para o ano que vem a gratuidade para vários remédios que tratam hipertensão, diabetes e asma.
Só para se ter uma ideia de quanto o fim deste programa pode pesar no orçamento das famílias, vamos ver um remédio que é usado no tratamento de colesteral alto. Uma caixinha dá para um mês. Se for comprado no programa Farmácia Popular ele sai a menos de R$ 2. Sem desconto, pode chegar a R$ 70.
As farmácias que têm convênio com o programa também estão preocupadas porque recebem dinheiro do governo para compensar os descontos.
“É bem relevante, é muito importante para nós que esse projeto continue”, afirma uma farmacêutica.
Para a Associação Médica Brasileira, a estratégia do governo com esse corte pode ser um tiro no pé porque, sem os descontos, muita gente pode interromper tratamentos, alerta um representante da AMB.
“O índice de doença aumenta, aumenta a internação, aumenta a despesa do governo, aumenta a despesa do hospital”
Na nota divulgada, o Ministério da Saúde diz que trabalha para solucionar o problema e admite que a situação preocupa e traz riscos à manutenção do SUS, o Sistema Único de Saúde.
Fonte: g1.globo.com